quinta-feira, janeiro 27, 2011

LeYa lança "Pessoa em Lisboa" no Brasil

A LeYa Brasil acaba de lançar "Lisboa em Pessoa", um guia turístico da cidade elaborado por João Correia Filho e baseado na perspectiva de Fernando Pessoa. Para mais pormenores, vejam o booktrailer:

terça-feira, janeiro 25, 2011

Colóquio Internacional “Nietzsche, Pessoa e Freud”


Quais as afinidades e diferenças entre as teorias (e as obras) de Friedrich Nietzsche, Fernando Pessoa e Sigmund Freud? Será este o mote principal de um colóquio internacional que terá lugar de 3 a 5 de Maio em Lisboa, sob a coordenação de Eduardo Lourenço. José Martinho e Paulo Borges.

Todos os pormenores (esperamos que a lista de participantes e respectivas comunicações) serão publicadas no blog oficial do colóquio, que já se pode ler aqui.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Novo albúm de Viviane tem poema de Pessoa



Viviane vai lançar um novo albúm a solo, a 7 de Março - com o título "As pequenas gavetas do amor" - e o mesmo conta com uma canção baseada num poema famoso de Fernando Pessoa, "Gato que brincas na rua".

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Peça sobre Fernando Pessoa em Salvador



O Gabinete Português de Leitura de Salvador - magnífico edifício de arquitectura Manuelina no Brasil - vai receber, todas as quintas-feiras às 19h, de Janeiro e Fevereiro, os textos de Fernando Pessoa em forma de café-concerto.

A direção, adaptação e interpretação estão a cargo de Marcos Machado sendo que as músicas são compostas e executadas ao vivo por Amadeu Alves. As entradas custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Projecto Magnólia encena "Alheado"


O
Projecto Magnólia vai encenar, nos próximos dias 22 e 23 de Janeiro, uma interpretação do texto "Na Floresta do Alheamento" de Fernando Pessoa com o título "Alheado". Dia 22 no Espaço Reflexo em Sintra, dia 23 na Fábrica Braço de Prata.

As entradas custam 3€ e as reservas podem ser feitas online usando este email.

terça-feira, janeiro 18, 2011

"Fernando Pessoa moderne e antimoderne"



Aníbal Frias publicou recentemente um artigo intitulado "Fernando Pessoa moderne e antimoderne" na revista
Estudos do Século XX, nº 10, CEIS20/Universidade de Coimbra.

Trata-se de um interessante estudo que questiona a que ponto Pessoa, ao pensar a modernidade também se dedicou a pensar o próprio declínio das sociedades modernas. Frias reforça, ao longo de todo o artigo, que Soares e sobretudo Campos falaram tiveram uma postura crítica perante a modernidade.

Tudo parte da questão-base: que fazer com a crise civilizacional do início dos anos 10-20? Pessoa aborda o problema numa perspectiva dupla, reconstruindo a literatura e a psique nacional. É curioso que ainda há pouco falávamos neste blog de Antero de Quental e de como ele tinha sido um exemplo para Pessoa neste aspecto.

Mas o importante é reforçar que Pessoa tinha "teorias de acção", usando a arte enquanto ferramenta de transformação civilizacional - neste caso o sensacionismo. Mas a própria "Mensagem" é apontada como sendo um texto de acção, iminentemente teleológico. A solução para a decadência advinha também da substituição do vazio trazido pela morte de Deus, substituindo-o pelo mito do Quinto Império. Uma hipótese muito interessante.


É ainda mais interessante, porém, que - como o próprio Frias reconhece - a verdadeira acção "contra-decandente" teria de ser baseada no sonho (pois o Quinto Império é um sonho, um mito). Achámos estas duas frases de Frias excelentes e resumem bem a conclusão de um artigo que aconselho vivamente:

"Seul la capacité de rêver activement instaure un mouvement contre-decandente"


"L'aventure pronostiquée du Quint Empire c'est celle d'une nation lusitanienne pleinement européanisée et à l'avant-garde culturelle de la civilization, à l'instar de son glorious passé".