segunda-feira, maio 31, 2010

Pessoa no City of London Festival



Dança, música, cinema, poesia e artes plásticas dos países lusófonos vão ser celebradas no City of London Festival, que decorre entre 21 de Junho e 9 de Julho em vários locais do centro financeiro de Londres.

Dia 22 de Junho será apresentada a conferência "
Fernando Pessoa - a portrait of Portugal's greatest poet", com a presença de Inês Pedrosa, Richard Zenith e Seabra Pereira. É às 19h na St Bride Foundation.

sexta-feira, maio 28, 2010

Entrevista com Pedro Amaral



Pedro Amaral, o compositor da ópera "O Sonho", baseada no texto "Salomé" de Fernando Pessoa, deu uma interessante entrevista a Carlos Vaz Marques.

Vale bem a pena ouvir. É só clicar aqui.

quarta-feira, maio 26, 2010

João d'Ávila declama Pessoa em Vila Nova de Foz Côa



Será amanhã, no âmbito da comemoração do 25.º aniversário da fundação do Festival de Poesia de Vila Nova de Foz Côa, às 19 horas,a bordo do barco rabelo Senhora da Veiga, atracado no cais fluvial do Pocinho.

O actor João d'Ávila vai declamar poemas da "Mensagem". Decerto um momento alto do Festival, a não perder por quem estiver nas redondezas.

terça-feira, maio 25, 2010

Cleonice Beradinelli na Casa Fernando Pessoa



Cleonice Beradinelli, uma das maiores especialistas em Fernando Pessoa no Brasil, estará, no próximo dia 27 na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa. Tivemos o prazer de assistir a uma apresentação da Professora no Congresso Internacional Fernando Pessoa e podemos recomendar vivamente que, quem possa, assista à sua palestra, pelas 18h30. A entrada é livre, mas como sempre é bom chegar cedo para assegurar um lugar.

domingo, maio 23, 2010

"O Devir-Eu de Fernando Pessoa" - Uma Apreciação Crítica



José Gil, um autor bem conhecido da maioria dos Pessoanos, sobretudo pelo seu excelente livro "Fernando Pessoa ou a Metafísica das Sensações", volta agora com um conjunto de 4 pequenos ensaios com o título conjunto de "O Devir-Eu de Fernando Pessoa", com edição a cargo da Relógio d'Agua Editores.

Ora, se a escrita de José Gil é uma escrita eminentemente filosófica, adaptada naturalmente à narrativa longa e espaçada de uma obra com mais de 200/300 páginas, estávamos especialmente curiosos para ler o seu pensamento quando necessariamente contido e espartilhado no formato de breve ensaio.

O que achei, desde logo, é que o livro acaba por não ter uma unidade que se poderá encontrar em outras obras de maior fôlego deste filósofo. Seria eventualmente uma inevitabilidade? Penso que não. O facto é que os ensaios não encontram grande ligação entre si. Mas analise-mo-los um a um.

O primeiro ensaio intitula-se "Devir Pessoa" e fala do efeito de atracção da poesia de Pessoa. Trata-se porventura do ensaio mais filosófico, intensamente ontológico - versando sobre o "Eu" ou sobre o "Ser" - e tratando de um assunto deveras interessante. José Gil tenta responder a uma pergunta que na realidade nos escapa a todos: porque é que Pessoa é tão fascinante? Acaba por responder a esta questão "sociológica" com uma teoria filosófica de grande interesse, que não desvendaremos, mas que achamos perfeitamente sensata.

O segundo ensaio, "A cidade e o quarto de Bernardo Soares", é um ensaio com menor profundidade, mas ainda assim com algum interesse complementar aos estudos que já lemos sobre Soares - e penso que o próprio José Gil já se tinha debruçado sobre ele. Analisa o papel da cidade (espaço-exterior) na escrita do semi-heterónimo Pessoano, colocando-a em perspectiva face ao espaço-interior.

"A máquina de amor de Ofélia-Fernando Pessoa" é, porventura, o ensaio mais interessante do livro, pela sua temática, mas não só. Trata-se de uma visão descomplexada da correspondência trocada por ambos e vem um pouco no seguimento da comunicação apresentada por Gil no Congresso Internacional Fernando Pessoa em Novembro de 2008. Aliás, comunicação que tinha o mesmo título. Nesta, como no ensaio, ele fala da relação de ambos em termos filosóficos, sobretudo de dinâmicas de desenvolvimento, de "devir emocional". Mas desta vez não referiu o testemuho de Fernando DaCosta, como tinha feito no Congresso.

No último ensaio, "O insconciente da sensação na Passagem das Horas", José Gil analisa filosoficamente a grande ode´de Álvaro de Campos, tentando dar continuidade ao seu trabalho de análise já efectuado na "Ode Triunfal" e na "Ode Marítima" (em outras obras de sua autoria), focando sobretudo a sua atenção no sensacionismo.

Face ao muito que se escreve sobre Pessoa, muito pouco se escreve "filosoficamente" sobre Pessoa, e uma das poucas pessoas que o pode fazer hoje em dia é precisamente José Gil. Trata-se de um pensador com uma grande clareza e capacidade de análise. Por isso é de louvar este livro e com certeza que o recomendaríamos a todos os interessados em compreender que a filosofia em Fernando Pessoa não é um aparte, mas antes uma parte integrante da sua poética - é mesmo uma função da sua poética (na verdadeira acepção da poiesis, da construção de um mundo pela teoria).

sexta-feira, maio 21, 2010

Colóquio "Literatura Portuguesa e a Construção do Passado e do Futuro"



No âmbito da comemoração dos 100 anos da República Portuguesa, vai ser celebrado um colóquio intitulado "Literatura Portuguesa e a Construção do Passado e do Futuro", com a presença de prestigiados conferencistas de literatura convidados, do Brasil, bem como diversos especialistas Portugueses.

Entre as apresentações destacamos duas, que versam sobre Fernando Pessoa:
  • "A presença do Mar em Camões e Fernando Pessoa", por Cleonice Berardinelli
  • "Pessoa: Corte e Continuidade", por José Carlos Seabra Pereira
Os resumos de ambas apresentações podem ser lidos aqui.