
Amanhã, dia 30 de Abril, pelas 15h, terá lugar o evento musical "Fernando Pessoa e a Música" no Centro de Arte de Ovar. Será no auditório principal e as entradas custarão 2,5€.
O objectivo do espectáculo será revisitar Fernando Pessoa, explorando a presença da música na sua vida e nos seus poemas, através da palavra, da música e do canto. A palavra será entregue ao professor Dr. Arnaldo Saraiva, a música será de F. Lopes Graça, Filipe Pires e Macedo Pinto interpretados pelo tenor Oliveira Lopes e pela pianista Teresa Brandão.
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A 33.ª edição do Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), que irá decorrer de 28 de Maio a 10 de Junho nas cidades do Porto e de Matosinhos, dá especial atenção à dança e conta com um espectáculo inspirado nos poemas de Fernando Pessoa.
O espectáculo está a cargo da luso-descendente Paula de Vasconcelos, que dirige no Canadá a companhia Pigeons International e será apresentado dia 6 de Junho às 21h30. "Boa Goa", misto de teatro e dança parte de textos de Fernando Pessoa para abordar a chegada dos portugueses à Índia.

Acaba de sair a edição crítica do "Livro do Desassossego" completada pela Equipa Pessoa, que publica o seu trabalho na Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM). Este é já o volume XII da Edição Crítica de Fernando Pessoa. A Equipa optou pela grafia original no título desta edição - "Livro do Desasocego" - que se distribui por dois tomos.Esperamos dentro em breve ter mais pormenores sobre esta edição, nomeadamente o confronto da mesma face às edições da Assírio & Alvim (Richard Zenith) e da Relógio D'Água (Teresa Sobral Cunha).
António Lobo Antunes esteve no Brasil nos passados dias e aproveitou para dar uma longa entrevista ao jornal Folha de São Paulo (um dos mais lidos naquele país), na qual não se coibiu de dar a sua opinião sobre vários assuntos, entre eles a obra de Pessoa. Eis um excerto da entrevista onde ele fala de Fernando Pessoa:Folha - Sua literatura é muito influenciada pelo poesia, né?
Antunes - Não sei, isso eu não sei dizer para você. Eu escrevo aquilo que eu posso, não aquilo que eu quero.
Folha - Mas é um grande leitor de Fernando Pessoa?
Antunes - Não, não. Como é que um homem que nunca trepou pode ser bom escritor? A mim me aborrece. Não é um escritor que eu admire, como admiro Camões, por exemplo. Eu acho meio chato. Mas dizer isso é herético porque Pessoa foi um bocado santificado e o mundo está cheio de viúvos de Pessoa, mulheres e homens. Não é um escritor que me entusiasme muito. Quando João Cabral esteve aqui como cônsul do Porto ele causou um escândalo enorme ao dizer que preferia Cesário Verde a Pessoa. Entendo o que ele queria dizer com isso. Álvaro de Campos é Walt Whitman, o heterônimo me faz lembrar quadra popular de cravo de papel, Ricardo Reis é todo imitado de Horácio. Sabe qual é o poema da língua portuguesa que eu prefiro no século 20? "O Desaparecimento de Luísa Porto", de Drummond. Esse poema é um milagre. Ele tem a mão tão segura naquele poema. Talvez isso tenha que ver com o fato de eu ter crescido com o meu pai lendo poesia para nós. Nós éramos muitos irmãos e, quando estávamos doentes, meu pai vinha e lia poesia para nós. E os poetas que ele lia eram Bandeira, Drummond, por aí fora.
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Comemora-se hoje, dia 23, o Dia Mundial do Livro.Entre as diversas acções que vão decorrer por todo o país, algumas incluem Fernando Pessoa: - As cidades de Coimbra, Viseu e Porto serão invadidas por sósias de escritores clássicos, como Luís de Camões, Fernando Pessoa e Eça de Queiroz, numa acção de guerrilha. Os sósias vão presentear todos os transeuntes com sessões de leitura das suas obras e distribuir vales com 10% desconto na compra de qualquer livro nas Livrarias Bertrand.
- Em Loulé, na Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, será apresentado o espectáculo “Pessoas”, apresentado pela "A Gaveta – Associação Cultural e Pesquisa Teatral". Um espectáculo sobre os heterónimos de Pessoa.

A peça de teatro "O Marinheiro", publicada por Fernando Pessoa em Março de 1915 no primeiro número da revista Orpheu, é, provavelmente, o texto mais encenado do poeta. Damos agora notícia de mais uma encenação, deste vez em Salamanca, Espanha.
Foi em dois dias (21 e 22) deste mês que o grupo teatral Sala Marte levou à cena este peça icónica de Pessoa. A peculiaridade: a representação foi repartida por duas sessões, em dias consecutivos.
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