segunda-feira, setembro 14, 2009

Decreto de Classificação do Espólio de Fernando Pessoa



Saiu hoje em Diário da República, o Decreto n.º 21/2009, que classifica como "bem de interesse nacional" o espólio de Fernando Pessoa. É este o texto do articulado do decreto:

Artigo 1.º

Classificação

1 — É classificado como bem de interesse nacional o espólio de Fernando Pessoa, compreendido como a universalidade de facto composta por todos os documentos produzidos ou reunidos por Fernando Pessoa, seja na forma de manuscritos autógrafos, isolados ou integrados em documentos de terceiros, assinados ou não, de dactiloscritos ou tiposcritos, com ou sem intervenção autógrafa, assinados ou não, bem como todos os documentos biográficos de Fernando Pessoa ou que registem as suas técnicas e hábitos, assinados ou não, seja qual for o acabamento do texto ou textos neles contidos, e os documentos impressos que se reconheça terem pertencido à sua biblioteca e ostentem marcas autógrafas de utilização.

2 — O espólio de Fernando Pessoa é designado como «tesouro nacional».


O original pode ser consultado aqui (ficheiro PDF). Todo o processo de classificação do espólio Pessoano pode ser acompanhado pelas notícias que fomos colocando no nosso blog (etiqueta "Classificação do Espólio").

sexta-feira, setembro 11, 2009

Colóquio «Crowley e Pessoa - Realidade e Ficção»



No dia 2 de Setembro comemoraram-se os 79 anos da visita de Aleister Crowley a Fernando Pessoa em Lisboa (o suicídio fingido do mago foi a 25).

Aproveitando a efeméride a Planeta lança a tradução Portuguesa do livro "Passageiros da Neblina" de Montserrat Rico Góngora (no original "Passajeros de la Niebla"). O lançamento é no dia 23, às 18h30, na Casa Fernando Pessoa e a data é aproveitada também para um colóquio em que estarão presentes a autora, José Manuel Anes e Paulo Cardoso.

Notícia via Diário Digital

quarta-feira, setembro 09, 2009

Os Heterónimos: um fenómeno de mediunidade?



Achei um texto curioso, embora com alguns erros factuais, escrito a partir do Brasil - país que continua a demonstrar a sua força e energia nos estudos Pessoanos - que aventa a possibilidade de os heterónimos de Fernando Pessoa serem espíritos "desencarnados". Relevo o texto apenas pela hipótese que levanta e porque considero positiva a discussão de hipóteses no que diz respeito à obra de Pessoa.

Ora, sabemos que Pessoa se interessava pelo espiritismo (seria mais fácil no entanto indicar algo por que não se interessasse, vista a sua infinita curiosidade), tendo mesmo tido experiências de escrita automática, deixadas no espólio. Como se diz no tal texto, a sua mãe e a sua tia Anica eram as pessoas que mais o aproximaram desta prática. Uma prática, no entanto, muito em voga no início do Séc. XX.

Será Allan Kardec que na França dará grande notoriedade a esta escola de pensamento paralelo, França essa que na altura tinha uma imensa esfera de influência sobre todos os países Europeus (talvez com a clara excepção das ilhas britânicas).

O espiritismo tornou-se uma "moda", sobretudo nos lares da média/alta burguesia da época, espalhando-se quase como forma de entretenimento em família. Não é pois de estranhar que Pessoa o conhecesse de perto - e o levasse porventura mais a sério, visto os seus próprios interesses filosóficos.

Ora quando se diz: "É muito provável que os heterônimos Ricardo Reis, Alberto Caeiro e Álvaro Campos, com quem Fernando Pessoa assinava seus poemas, sejam nomes dados por poetas quando encarnados, o que demonstra que a autoria desses versos seja de Espíritos desencarnados e não dele mesmo."; incorre-se numa afirmação polémica.

Por duas razões simples eu tendo a discordar: 1) os poemas mediúnicos tendem a não ser brilhantes (por alguma razão o espírito "desencarnado" não mantém a sua genialidade); 2) a escrita dos heterónimos não é ela própria uma "escrita desencarnada", falha de elementos biográficos de Pessoa, pelo contrário.

No entanto a hipótese pareceu-nos interessante, sobretudo porque aborda um tema querido a Pessoa - o ocultismo - que poucas vezes é tocado pelos seus estudiosos.

terça-feira, setembro 08, 2009

Restos mortais de Jorge de Sena transladados para Portugal



Jorge de Sena foi uma das maiores figuras nos estudos Pessoanos, mas igualmente um escritor por direito próprio, com uma vasta obra publicada (sobretudo poesia, mas também um romance). Os seus estudos Pessoanos, vertidos sobretudo nos volumes "Fernando Pessoa & C.ª Heterónima" são ainda hoje essenciais e constituem raros vislumbres de inusitada originalidade sobre a vida e obra de Pessoa.

Sena foi um expatriado, vivendo no Brasil e nos Estados Unidos, morrendo naquele país em 1978. Os seus restos mortais regressarão até ao fim do ano a Portugal, para descansarem no Cemitério dos Prazeres (aquele por onde Pessoa também passou, no túmulo da sua avó louca Dionísia).

Notícia via Expresso

segunda-feira, setembro 07, 2009

Caeiro em cartaz publicitário no Brasil



Uma frase de Caeiro serviu de inspiração à designer gráfica Aline Bottcher, da Pitanga Propaganda/Grupo Accenda, considerada uma das 200 melhores designers gráficas do mundo pela APW Arts, de Nova York, para o desenho de um novo painel de publicidade.

O painel, exposto na Avenida Mackenzie, em Campinas, leva a frase "porque eu sou do tamanho do que eu vejo..." e pretende comunicar a importância do orgulho local, na cidade ou lugar em que se nasceu e/ou se vive.

(clicar na imagem para ver em alta resolução)

Notícia via Paranashop

terça-feira, setembro 01, 2009

Fernando Pessoa e Ofélia



E se Pessoa ainda "perseguisse" a sua eterna namoradinha Ofélia Queirós por Lisboa, tornando os seus passeios eternos, depois da morte de ambos?


É a hipótese colocada
nesta história por Paulo César Pereira.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Universidade Júnior explora o Modernismo



A Universidade Júnior é uma iniciativa que traz alunos do 10.º e 11.º anos aos principais centros de investigação. Este ano há uma novidade: a Escola de Humanidades "que vai decorrer na Faculdade de Letras da UP. Na companhia privilegiada de Almada Negreiros ou Fernando Pessoa, sete jovens investigadores vão explorar as várias correntes estéticas do modernismo português e internacional, através do estudo dos manifestos, publicações e textos mais emblemáticos deste período".

Notícia via Diário de Notícias