
A casa onde Fernando Pessoa nasceu e viveu até aos 5 anos, no Largo de São Carlos, em Lisboa, é agora a sede de uma Sociedade de Advogados, a ABBC. O Edificio pertencia a um fundo da Caixa Geral de Depósitos e tinha sido utilizado pela Companhia de Seguros Fidelidade-Mundial, sendo posteriormente colocado no mercado.A sociedade Azevedo Neves, Benjamim Mendes, Bessa Monteiro, Pedro Cardigos & Associados passa então a ocupar a totalidade dos 5 pisos do edifício, localizado em frente do Teatro de São Carlos, no Chiado.No entanto não nos deixamos de perguntar se não seria altura de o edificio ser património do Estado sendo nele colocado um instituto de pesquisa e Casa Museu sobre Fernando Pessoa, como em outros países institutos de investigação foram criados à volta de grandes vultos da cultura. A Casa Fernando Pessoa vai sendo uma fraca sombra de um tal projecto. Noticia via Casa Sapo

Francisco José Viegas, director da Casa Fernando Pessoa deu uma entrevista ao jornal diário Correio da Manhã, na qual discorre sobre várias questões ligadas à gestão actual e passada da Casa.Interessante a sua perspectiva sobre os cortes efectuados no pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, que, ao invés de terem prejudicado irremediavelmente a programação da Casa Fernando Pessoa a parecem ter estimulado a procurar financiamentos externos e sobretudo à racionalização de recursos. Segundo Viegas, "No primeiro ano, em 2006, era necessário reactivar a casa. A Casa Fernando Pessoa estava cheia de pó". Uma crítica implícita à gestão anterior de Clara Ferreira Alves que se demitiu em Janeiro de 2006 lamentando o orçamento "errático" para aquele equipamento dependente da CML e dizendo que em 2005 não teve recursos financeiros "para fazer nada" e que a revista Tabacaria, editada pela CFP, foi suspensa por falta de dinheiro.Certamente há aqui material para reflexão, para ambas as personalidades e também para o público interessado julgar por si mesmo ambas as gestões.

O programa Onda Curta da RTP2 exibe no próximo Domingo, 22, à meia noite e meia uma curta-metragem mítica de João César Monteiro, intitulada "Conserva Acabada".Foi produzida em 1990 pela Secretaria de Estado da Cultura e a RTP no contexto de uma série intitulada "CLIPS SOBRE FERNANDO PESSOA".Nesta curta, um produtor, que o cineasta interpreta com um agressivo sentido crítico, procura o elenco ideal para um filme do realizador, nem mais nem menos, Fernando Pessoa.
O site da reputada editora Christian Bourgois Editeur, disponibiliza a partir de hoje um fragmento da obra "O Banqueiro Anarquista" de Fernando Pessoa, numa tradução em francês efectuada por Françoise Laye.
A Christian Bourgois tem sido a principal editora responsável pela divulgação da obra de Fernando Pessoa em Françês, sendo a casa-mãe de um dos principais biógrafos de Pessoa, Robert Bréchon.

Na série "Edição Crítica de Fernando Pessoa - Estudos" acaba de sair "Fernando Pessoa: entre génio e loucura", da autoria de Jerónimo Pizarro.É a seguinte a descrição feita pelo próprio autor:
"Este livro faz companhia a Escritos sobre Génio e Loucura, de 2006 (volume VII da Edição Crítica de Fernando Pessoa). O presente estudo está concebido como uma biografia intelectual, alimentada por transcrições dos papéis deixados pelo autor na sua célebre arca e também por anotações marginais que deixou nos livros que consultou sobre génio e sobre loucura."
Uma edição que não hesitamos em recomendar vivamente, com base na seriedade e profissionalismo das edições já presentes no prestigiado currículo deste Pessoano.