
"Fernando Pessoa: O Guardador de Papéis" é um volume que reune oito das comunicações efectuadas no ciclo de conferências com o mesmo nome, realizado no ano de 2008, no âmbito das comemorações dos 120 anos de nascimento do poeta e pensador.
As comunicações foram divididas por Jerónimo Pizarro - o organizador da edição - em cinco capítulos: "Vida/Obra", "Obra/Vida", "Biblioteca", "Edição", e "Outros Papéis".
Capítulo I: "Vida/Obra"
Neste capítulo encontramos duas comunicações. A primeira, de Manuela Nogueira (sobrinha-neta de Pessoa) fala da influência de Henrique Rosa em Pessoa, num período ainda pouco estudado da sua vida - o período imediatamente após o regresso de Pessoa a Lisboa. Neste período Pessoa terá feito as suas primeiras incursões por alguns jornais satíricos, escrevendo com o nome de vários pseudónimos, como "Diabo Azul".
A segunda comunicação, de Steffen Dix, fala do encontro de Pessoa com Aleister Crowley. Trata-se de um texto de grande interesse, que analisa ao pormenor a visita do mágico a Portugal (embora fale só superficialmente do dossier Pessoa/Crowley e nomeadamente do romance inacabado "A boca do Inferno"). Um pormenor: Dix parece entender que Crowley decidiu vir extemporâneamente a Lisboa, opinião que parece no mínimo discutível (Marco Pasi no seu livro "Aleister Crowley e la tentatioze della politica", pág. 146 e segs, defende precisamente o contrário).
Capítulo II - "Obra/Vida"
Este capítulo compreende duas comunicações mais ligadas à obra de Pessoa. Rita Patrício fala da relação de Pessoa com Shakespear, enquanto que Ana Maria Freitas escreve sobre "Pessoa escritor de policiais".
Capítulo III - "Biblioteca"
Dando continuidade a um tema que interessa à nova geração de estudiosos Pessoanos - o estudo da marginália, este capítulo reúne duas comunicações que reflectem sobre a importância das bibliotecas. Carla Gago analisa a biblioteca de Nietzsche, enquanto Patricio Ferrari se debruça sobre a importância da biblioteca de Pessoa e o papel da mesma no nascimento dos heterónimos.
Capítulo IV - "Edição"
Este capítulo contém dois importantes textos.
"Pessoa e Fátima" é uma comunicação de José Barreto, que aborda a visão Pessoana sobre o fenómeno da Cova da Beira. Recolhe-se aqui também a primeira edição de alguns textos inéditos subordinados a este tema.
De seguida encontra-se um texto de Jerónimo Pizarro e Sara Afonso que analisa criticamente o texto "A Invenção do Dia Claro" de Almada Negreiros e a respectiva tradução proposta por Pessoa para o Inglês.
Capítulo V - "Outros Papéis"
No capítulo final, o volume oferece-nos uma edição crítica do texto "Associações Secretas", com notas e observações de José Barreto e alguns textos inéditos de Pessoa, que estão na posse da família, editados por Jerónimo Pizarro.
As comunicações foram divididas por Jerónimo Pizarro - o organizador da edição - em cinco capítulos: "Vida/Obra", "Obra/Vida", "Biblioteca", "Edição", e "Outros Papéis".
Capítulo I: "Vida/Obra"
Neste capítulo encontramos duas comunicações. A primeira, de Manuela Nogueira (sobrinha-neta de Pessoa) fala da influência de Henrique Rosa em Pessoa, num período ainda pouco estudado da sua vida - o período imediatamente após o regresso de Pessoa a Lisboa. Neste período Pessoa terá feito as suas primeiras incursões por alguns jornais satíricos, escrevendo com o nome de vários pseudónimos, como "Diabo Azul".
A segunda comunicação, de Steffen Dix, fala do encontro de Pessoa com Aleister Crowley. Trata-se de um texto de grande interesse, que analisa ao pormenor a visita do mágico a Portugal (embora fale só superficialmente do dossier Pessoa/Crowley e nomeadamente do romance inacabado "A boca do Inferno"). Um pormenor: Dix parece entender que Crowley decidiu vir extemporâneamente a Lisboa, opinião que parece no mínimo discutível (Marco Pasi no seu livro "Aleister Crowley e la tentatioze della politica", pág. 146 e segs, defende precisamente o contrário).
Capítulo II - "Obra/Vida"
Este capítulo compreende duas comunicações mais ligadas à obra de Pessoa. Rita Patrício fala da relação de Pessoa com Shakespear, enquanto que Ana Maria Freitas escreve sobre "Pessoa escritor de policiais".
Capítulo III - "Biblioteca"
Dando continuidade a um tema que interessa à nova geração de estudiosos Pessoanos - o estudo da marginália, este capítulo reúne duas comunicações que reflectem sobre a importância das bibliotecas. Carla Gago analisa a biblioteca de Nietzsche, enquanto Patricio Ferrari se debruça sobre a importância da biblioteca de Pessoa e o papel da mesma no nascimento dos heterónimos.
Capítulo IV - "Edição"
Este capítulo contém dois importantes textos.
"Pessoa e Fátima" é uma comunicação de José Barreto, que aborda a visão Pessoana sobre o fenómeno da Cova da Beira. Recolhe-se aqui também a primeira edição de alguns textos inéditos subordinados a este tema.
De seguida encontra-se um texto de Jerónimo Pizarro e Sara Afonso que analisa criticamente o texto "A Invenção do Dia Claro" de Almada Negreiros e a respectiva tradução proposta por Pessoa para o Inglês.
Capítulo V - "Outros Papéis"
No capítulo final, o volume oferece-nos uma edição crítica do texto "Associações Secretas", com notas e observações de José Barreto e alguns textos inéditos de Pessoa, que estão na posse da família, editados por Jerónimo Pizarro.
Este volume pode já ser adquirido online.
Agradecimentos à Texto Editores pelo envio de um exemplar para análise no blog.